Respostas Fisiológicas Desencadeadas Durante a Prática da Atividade Física
O exercício físico caracteriza-se por uma situação que retira o organismo de sua homeostase, pois implica no aumento instantâneo da demanda energética da musculatura exercitada e, conseqüentemente, do organismo como um todo. Assim, para suprir a nova demanda metabólica, várias adaptações fisiológicas são necessárias, dentre elas, os ajustes nos sistemas, autonômico, cardiovascular, pulmonar e metabólico. Onde se observa o aumento da frequência cardíaca (FC), fração de ejeção (FE), do débito cardíaco (DC), do consumo de oxigênio (VO), pressão arterial (PA) e da ventilação (VE). Além de promover, marcantes alterações na modulação autonômica, com aumento da atividade simpática e redução da atividade vagal. Durante exercício progressivo é descrita a redução da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), e no período pós-exercício, o comportamento da VFC parece ser dependente de variáveis como duração, tipo, e intensidade do estímulo. Entretanto, o nível de aptidão física parece influenciar a VFC. Pode-se também destacar a redistribuição do fluxo sangüíneo periférico durante o exercício, fator este o qual, além da modulação autonômica, é também amplamente dependente de mecanismos locais.
O ajuste cardiovascular durante a realização do exercício físico é efetuado por três mecanismos: 1- Mecanismo neural periférico que, através da ação reflexa de fibras aferentes musculares (mecanorreceptores e quimiorreceptores) proporcionam estímulos específicos de acordo com a intensidade do esforço, assim informa as alterações periféricas ao centro cardiovascular no bulbo cerebral; 2- Mecanismo central que representa a atividade dos centros encefálicos (sistema autonômico cardíaco) que concomitantemente estabelecem mudanças na atividade eferente simpática e parassimpática durante a realização de exercícios físicos; 3- Mecanismo baroreflexo arterial como regulador do comportamento da pressão arterial através de uma ação bradicardia reflexa e uma inibição do tônus simpático, acarretando em uma ação vasodilatadora periférica.
Importantes efeitos benéficos do exercício são atribuídos às alterações e adaptações fisiológicas (cardiovasculares, respiratórias e metabólicas), desenvolvidas ao longo do tempo da prática da atividade física. Estas alterações e adaptações representam à simples somação temporal dos efeitos que surgem imediatamente após uma única sessão de exercício - respostas subagudas. Desta forma, enfatizam a importância da regularidade da atividade física, sobre a magnitude das respostas crônicas e de seus benefícios.
É importante salientar que atletas e indivíduos treinados apresentam valores reduzidos de frequência cardíaca no repouso (bradicardia), menor elevação da frequência cardíaca no início do exercício e, em exercícios submáximos. Parecem expressar uma maior prevalência do tônus parassimpático no repouso e uma acentuada reatividade vagal no período pós-esforço. Sendo assim, é atribuído a uma menor atividade adrenérgica e ao aumento do tônus parassimpático um mecanismo protetor contra o surgimento de arritmias malignas, morte súbita e na prevenção de doenças tais como: insuficiência cardíaca, diabetes, hipertensão, disfunção ventricular assintomática, e infarto do miocárdio.
Outros fatores, além do exercício, influenciam o comportamento do sistema autonômico cardíaco. Dentre os mais estudados está à ventilação pulmonar, que exibe uma complexa interação com a frequência cardíaca (FC) através de um mecanismo eminentemente vagal. Ainda mais, sabe-se que existe competição entre músculos pelo débito cardíaco, e a fadiga da musculatura respiratória e suas demandas pelo fluxo sangüíneo podem reduzir a capacidade de realizar esforços em intensidades altas. Neste aspecto a mensuração da frequência respiratória pode indicar a participação mais efetiva dos músculos respiratórios. Recentemente, estudos demonstraram que quanto maior o volume inspirado antes de uma apnéia, menor são os valores de FC atingidos após a aceleração inicial do exercício e, consequentemente, enfatiza a magnitude da resposta bifásica da FC à respiração. Neste aspecto, a mensuração da frequência respiratória pode indicar a participação mais efetiva dos músculos respiratórios, podendo vir a influenciar a modulação da FC durante e após a realização do exercício.
É importante salientar que as variações nos estímulos durante sessões de treinamento proporcionam desequilíbrio homeostático relacionados ao controle cardiovascular e cardiorrespiratório, e assim, expressam a influência da capacidade física sobre estes mecanismos.
Em suma, o trabalho realizado pela equipe Labofit visa a mensurar e a contrabalancear a magnitude da resposta e a influência do nível de aptidão física sobre as respostas cardiovasculares e respiratórias no repouso, durante e no período pós-esforço em toda a sua clientela de modo a proporcionar um atendimento personalizado incomparável e de qualidade técnica insuperável.

